A Fé Cristã e os Desafios das Ideologias

Introdução

Caro leitor, escrevo este artigo como composição de material para a Formação permanente, um de nossos Eixos/ Grupos de Trabalho que viabilizam a ação da Pastoral da Comunicação, destinado aos agentes de pastoral, membros dos movimentos e da Igreja e aos demais interessados no assunto, tendo em vista que este é um ano eleitoral e já há muita informação falsa sendo propagada, muita confusão, distorção de fatos… tudo o que serve de combustível para a lamentável polarização, tão prejudicial ao povo, tanto coletiva quanto individualmente.

A polarização impede que a Boa Nova de Jesus seja o centro de todas as comunicações e nos afasta da moral, da prática da caridade, do amor ao próximo. “Jesus, conhecendo seus pensamentos (dos fariseus), disse-lhes: ‘Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá.’” (Mt 12,25)

A principal ideia da polarização, e agora não digo apenas política, mas em todas as áreas das nossas vidas, é definir e atacar um “inimigo comum” e defender incondicionalmente o “herói” da nossa causa, uma estratégia que alimenta e mantém vivas as ideologias modernas, que faz com que concordemos com elas apenas por discordar de algo do outro lado. Em outras palavras, é o “nós, contra eles” usado para manipular parte da sociedade e manter-nos presos a um ciclo de “acusação/ defesa”, “paixão/ ódio”, que nos cega a cada dia mais, nos torna insensíveis à dor do outro, principalmente quando o outro faz parte do grupo “inimigo”.

Note como tal ideia vai na contramão da passagem: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.” (Jo 13,34)

Este texto será dividido por partes, para facilitar a leitura e a compreensão das ideias. Obviamente, para não ser um artigo muito extenso, faremos uma exposição breve, que poderá servir de reflexão ou aprofundamento para nossos agentes. A intenção é apurar o pensamento crítico para não cairmos no conto das afirmações sensacionalistas que tentam nos afastar uns dos outros.

 

PARTE I – A Igreja e o Comunismo

Acredito que você já deve ter se deparado, em algum momento da vida, com afirmações do tipo: “Esse padre ‘fulano’ é comunista”, “O ‘comunista’ do Papa Francisco…”, “O Papa Leão está seguindo os passos do comunismo”.

Por outro lado, muito se critica determinados sacerdotes por pedirem o fim do comunismo em suas orações. Dizem ser um “absurdo” algum membro da Igreja Católica Apostólica Romana “ser contra” os ideais que “defendem o povo”.

Para compreender melhor a nossa ideia, recorreremos às obras que fundamentam o Comunismo, proposto por Karl Marx e Friedrich Engels:

“Sem dúvida,” dirão, “as ideias religiosas, morais, filosóficas e jurídicas modificaram-se ao longo do desenvolvimento histórico. Mas a religião, a filosofia moral, a ciência política e a lei sobreviveram constantemente a esta mudança. Além disso, há verdades eternas, como a Liberdade, Justiça etc., que são comuns a todos os estágios da sociedade. Mas o comunismo quer abolir as verdades eternas, toda a religião e toda moralidade, ao invés de reconstituí-las em novas bases. Portanto, ele age em contradição com toda a experiência histórica anterior”. (MARX; ENGELS, 2008, p. 38-39).

Aqui, Marx e Engels argumentam que o comunismo seria acusado de querer abolir a religião (focaremos apenas no nosso alvo de reflexão) mas, no decorrer do texto, os autores não desmentem a afirmação.

Em outra obra, Marx contrapõe o filósofo idealista alemão, Georg Wilhelm Friedrich Hegel, autor de obras como “Fenomenologia do Espírito” e “Princípios da Filosofia do Direito”, que defendia que tudo o que existe é manifestação do Espírito. Em “A Crítica da Filosofia do Direito de Hegel”, Karl Marx declara que “A religião é o soluço da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, o espírito de uma situação carente de espírito. É o ópio do povo”. A introdução da mesma obra diz que “a crítica da religião é o pressuposto de toda a crítica.” (MARX, 2013, p. 151).

Existem interpretações superficiais e forçadas que dizem ser convergentes o cristianismo e o comunismo. Essa constatação da superficialidade das interpretações surge da necessidade de preservar a própria identidade da fé cristã, que não deve ser reduzida a nenhum sistema filosófico, político ou econômico.

Segundo argumentações fundamentadas nessas interpretações superficiais e forçadas, o pobre e o oprimido serem defendidos por ambos, mesmo que os meios utilizados por cada um para a defesa dos mais vulneráveis sejam divergentes, os tornam convergentes.

Mas tais interpretações ignoram que o Marxismo é materialista e acredita que, para libertar o homem é necessário “superar” a religião e que, apesar da religião consolar, confortar no momento da dor, ela não salva o indivíduo.

O Papa Leão XIII, em 1891, na Carta Encíclica “Rerum Novarum” (“Das coisas novas”), que tratou da condição dos operários diante da revolução industrial, criticou o comunismo/ socialismo por incitar a luta de classes:

O erro capital na questão presente é crer que as duas classes são inimigas natas uma da outra, como se a natureza tivesse armado os ricos e os pobres para se combaterem mutuamente num duelo obstinado. Isto é uma aberração tal, que é necessário colocar a verdade numa doutrina contrariamente oposta, porque, assim como no corpo humano os membros, apesar da sua diversidade, se adaptam maravilhosamente uns aos outros, de modo que formam um todo exactamente proporcionado e que se poderá chamar simétrico, assim também, na sociedade, as duas classes estão destinadas pela natureza a unirem-se harmoniosamente e a conservarem-se mutuamente em perfeito equilíbrio. Elas têm imperiosa necessidade uma da outra: não pode haver capital sem trabalho, nem trabalho sem capital. (LEÃO XIII, 1891, § 19).

A Igreja Católica, em diversos momentos, deixou claro que não concorda com as ideologias ateias associadas ao “comunismo” e ao “socialismo”. O Papa Pio XI criticou com veemência o comunismo ateu na sua Carta Encíclica “Divini Redemptoris” (1937).

O Papa Pio XII chegou a aprovar o “Decreto contra o comunismo” em 1942. No próprio Catecismo da Igreja Católica, promulgado pelo Papa João Paulo II em 1992, no parágrafo 2425, a Igreja rejeita tais ideologias materialistas.

Por fim, o Marxismo relativiza a moral, considerando-a condicionada às relações materiais de produção, o que sugere que a moral pode ser adaptada aos interesses de classes ou à bases econômicas distintas.

Esta relativização leva Engels a considerar o casamento monogâmico como um “produto da propriedade privada”, como observamos em “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”.

O pensamento marxista não condena a violência em si mesma, mas tende a avaliá-la conforme a função histórica que ela exerce no processo revolucionário, enquanto o Catolicismo a condena enfaticamente.

Ao falar em justiça social, em dignidade do trabalho, em opção preferencial pelos pobres e criticar as desigualdades, a Igreja Católica não o faz a partir de uma doutrina marxista ou econômica. A Carta Encíclica “Rerum Novarum” foi o ponto inicial da Doutrina Social da Igreja, fundada no Evangelho e no Magistério. É inadmissível, para o debate sadio e frutífero, confundir essa tradição da Igreja com as doutrinas socioeconômicas que apenas alimentam a polarização e a luta entre classes e relativizam a moral.

Portanto, ao depararmos com afirmações falsas e sensacionalistas sobre a Igreja Católica ser comunista, utilizemos de informações corretas para o julgamento honesto e sensato. Recomendo a pesquisa e leitura das obras que fundamentam o comunismo, tanto quanto as Encíclicas e Documentos da Igreja aqui citadas, para contribuir com o pensamento crítico e a discussão saudável que propicia o entendimento, a paz e a prática do Evangelho.

 

PARTE II – A Igreja e o Capitalismo / (neo)liberalismo

Se a Igreja não deve ser identificada com o comunismo, ela também não pode ser confundida com o capitalismo.

Quando falamos de um dos lados da polarização, somos acusados de “defensores” do outro lado, ou o próprio lado oposto do qual falamos, sente-se “fortalecido” e pressupõe que concordamos com suas ideias.

Isto faz com que a discussão saudável, aquela que poderia trazer soluções válidas, seja reduzida ao ciclo infinito do “nós, contra eles”; do nosso “herói” contra o “vilão” deles.

Para evitar tais sentimentos, recorreremos à Encíclica “Divini Redemptoris”, do Papa Pio XI, de 1937, que tratava sobre o comunismo ateu:

Mas, para mais facilmente se compreender como é que puderam conseguir que tantos operários tenham abraçado, sem o menor exame, os seus sofismas, será conveniente recordar que os mesmos operários, em virtude dos princípios do liberalismo econômico, tinham sido lamentavelmente reduzidos ao abandono da religião e da moral cristã. Muitas vezes o trabalho por turnos impediu até que eles observassem os mais graves deveres religiosos dos dias festivos; não houve o cuidado de construir igrejas nas proximidades das fábricas, nem de facilitar a missão do sacerdote; antes pelo contrário, em vez de se lhes pôr embargo, cada dia mais e mais se foram favorecendo as manobras do chamado laicismo. Aí estão, agora, os frutos amargosíssimos dos erros que os Nossos Predecessores e Nós mesmo mais de uma vez temos preanunciado. E assim, por que nos havemos de admirar, ao vermos que tantos povos, largamente descristianizados, vão sendo já pavorosamente inundados e quase submergidos pela vaga comunista? (PIO XI, 1937, § 78).

A própria Encíclica “Rerum Novarum”, do Papa Leão XIII (1891), foi uma resposta direta também ao liberalismo econômico, condenando a exploração dos trabalhadores, defendendo o direito à propriedade privada, mas posicionando-se contra a indiferença e desconsideração pela dignidade e pelos direitos do operário.

Em 1931, o Papa Pio XI, 40 anos depois da publicação da “Rerum Novarum”, tornou pública a Carta Encíclica “Quadragesimo Anno”, ampliando a crítica ao capitalismo/ (neo)liberalismo, cada vez mais monopolista e concentrado, confirmando a necessidade de salários justos e dignos e uma ordem social que promova a dignidade.

A diferença entre Igreja e o modelo econômico, que fomenta a crítica é que, para nós, Católicos, o ser humano é a imagem e semelhança de Deus, e o “ser” é indubitavelmente mais valioso que o “ter”. Em oposição ao cristianismo, o pensamento liberal, em sua forma mais radical e absolutizada, “transforma” o “ser” em valor de mercado, avaliando a pessoa a partir de sua produtividade, capacidade de gerar renda, poder de consumo ou eficiência econômica.

Ao completar 100 anos da publicação da “Rerum Novarum”, o Papa João Paulo II definiu a posição da Igreja sobre o sistema econômico. O problema não é o lucro em si, mas a falta da ética e moral ao permitir que o próprio mercado se regule a si mesmo:

A Igreja reconhece a justa função do lucro, como indicador do bom funcionamento da empresa: quando esta dá lucro, isso significa que os factores produtivos foram adequadamente usados e as correlativas necessidades humanas devidamente satisfeitas. Todavia o lucro não é o único indicador das condições da empresa. Pode acontecer que a contabilidade esteja em ordem e simultaneamente os homens, que constituem o património mais precioso da empresa, sejam humilhados e ofendidos na sua dignidade. Além de ser moralmente inadmissível, isso não pode deixar de se reflectir futuramente de modo negativo na própria eficiência económica da empresa. Com efeito, o objectivo desta não é simplesmente o lucro, mas sim a própria existência da empresa como comunidade de homens que, de diverso modo, procuram a satisfação das suas necessidades fundamentais e constituem um grupo especial ao serviço de toda a sociedade. O lucro é um regulador da vida da empresa, mas não o único; a ele se deve associar a consideração de outros factores humanos e morais que, a longo prazo, são igualmente essenciais para a vida da empresa. (JOÃO PAULO II, 1991, § 35).

A falta de ética que visa somente os lucros não afeta apenas os trabalhadores/ operários. Mesmo no período mais recente da nossa história, consumidores levamos produtos tóxicos para dentro de nossas casas, como foi o caso das substâncias apelidadas de “Forever Chemicals”, por sua persistência no meio ambiente e até mesmo no corpo humano.

Para a fabricação de superfícies antiaderentes – inclusive panelas – com o material conhecido por “teflon”, por décadas foi utilizado um composto químico conhecido por “C8”, tóxico para animais e potencialmente cancerígeno, como apontaram alguns estudos de empresas.

No entanto, as fabricantes do material não divulgaram amplamente os estudos que mostravam os riscos da utilização do “C8” e em alguns casos a comunicação pública minimizava os riscos, mesmo com as evidências internas das empresas dizendo o contrário. Em outras palavras, a saúde das pessoas e de animais foi colocada em risco apenas para manter os lucros dos empresários e evitar a regulamentação.

Esse exemplo não tem por objetivo condenar a atividade empresarial em si, mas ilustrar como a falta de critérios éticos transformam o lucro em valor absoluto.

O Papa Leão XIV, ao explicar a escolha de seu nome, logo após a sua eleição, demonstrou a sua preocupação com os desafios modernos impostos pelo advento da Inteligência Artificial, entendida como uma nova revolução industrial.

Desde então, o Santo Padre vem alertando sobre a necessidade da utilização da Inteligência Artificial com ética e moral, para que a tecnologia sirva à dignidade humana e não apenas aos lucros:

A inteligência artificial, como toda invenção humana, nasce da capacidade criativa que Deus confiou ao ser humano. Por isso, cada escolha técnica e cada opção de projeto refletem uma determinada visão da pessoa humana e da sociedade. Desenvolver sistemas de inteligência artificial exige discernimento moral, para que estejam a serviço da justiça, da solidariedade e do respeito pela dignidade de toda pessoa. (LEÃO XIV, 2025).

A crença de que o mercado deve se autorregular é uma crítica contida no próprio capítulo 2425 do Catecismo da Igreja Católica, que deixa claro a defesa da justiça social pelo Catolicismo.

A Doutrina Social da Igreja preocupa-se com a falta de condições dignas de trabalho, defendendo o direito da associação entre trabalhadores, a harmonia entre capital e trabalho e o dever do Estado de proteger os mais fracos. A dignidade da pessoa humana, o bem comum, a solidariedade, a subsidiariedade e a primazia do trabalho sobre o capital são os seus grandes pilares que, mais uma vez dizemos, nada tem a ver com doutrinas socioeconômicas que apenas alimentam a polarização, a luta de classes e relativizam a moral.

Portanto, a leitura dessas Encíclicas e Documentos da Igreja é fundamental para que o diálogo não seja reduzido apenas às falsas acusações de que a Igreja Católica se cala diante do capitalismo/ (neo)liberalismo, ou que ela e o sistema são intrinsecamente convergentes.

 

PARTE III – “Discípulos de Paulo, de Apolo, de Cefas”? A Igreja é de Cristo!

Afinal, qual o posicionamento da Igreja? Apesar de tudo o que já refletimos neste artigo e nas recomendações de leituras, ainda corremos o risco de usar uma resposta curta e sermos pegos pela maldade do farisaísmo das ideologias modernas.

Quando recorremos ao alerta feito nos parágrafos 675 e 676 do Catecismo da Igreja Católica sobre “a prova final que abalará a fé de numerosos crentes” antes da vinda de Cristo, vemos que a Igreja “rejeitou esta falsificação do Reino Futuro … principalmente sob a forma política dum messianismo secularizado, ‘intrinsecamente perverso’.”

Eis a chave para abrir a porta do discernimento sobre as coisas do mundo: o Evangelho.

“Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. (Mt 22, 21)

Após remover dos nossos olhos as vendas do partidarismo colocadas por nós mesmos através da nossa invigilância, podemos agora concentrar a nossa visão no que, de fato, nos importa: Jesus Cristo e a Boa Nova.

Sem tais vendas, quando virmos um padre alimentando moradores de rua e dependentes químicos, não precisaremos mais associá-lo ao comunismo, como as ideologias polarizadoras fazem. Podemos fazer o correto juízo de lembrar: “Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mt 25, 40).

Quando um Papa, um sacerdote ou um cristão leigo acolher alguém que julgamos “pecador”, podemos simplesmente lembrar das passagens do Evangelho, como Mt 9, 9-13; Lc 7, 36-50; Lc 15, 1-32; Jo 8, 1-11; ou recordar que “Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.” (Mc 2, 17).

Por outro lado, não devemos nos deixar escandalizar quando um sacerdote católico rogar pelo fim do “comunismo”, ou criticar o pensamento liberal radical que visa mais o lucro do que a dignidade humana.

Porém, quando a Igreja se posiciona em favor da vida e da dignidade humana, há uma tentativa de “desmerecer” a Igreja, acusando-a de partidarista, como parte da estratégia de polarização praticada pelas ideologias modernas.

Assim, leigos, sacerdotes, Papas, Doutrina Social da Igreja, CNBB, Campanha da Fraternidade e até o Evangelho, transformam-se em alvos das disputas ideológicas.

Promovida anualmente pela Igreja no tempo da Quaresma, a Campanha da Fraternidade é uma forma de expressão concreta do compromisso com a vida em comunidade e o bem de todos. Ela permite que a Igreja busque despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, além de educar para a vivência da fraternidade fundada na justiça e no amor e renovar a consciência da responsabilidade de cada um na ação evangelizadora e na promoção humana, visando uma sociedade mais justa e solidária. Portanto, a Campanha da Fraternidade está diretamente ligada ao Evangelho e não à partidos políticos e/ ou suas ideologias.

A Igreja Católica Apostólica Romana é partidária de uma justiça social que não escravize a pessoa, imagem e semelhança de Deus, seja pelo lucro ou o materialismo inconsequente, onde o ser humano tenha condições dignas de viver com o suor do próprio trabalho, sem ser humilhado, maltratado, explorado e subjugado pelo “ter”, onde as criaturas de Deus não sofram por fome e miséria e os cristãos compreendam que a caridade é dever nosso, uma prática inseparável do “que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.” (Jo 13,34)

A Doutrina Social da Igreja não é um “terceiro caminho” em alternativa ao capitalismo e ao socialismo. Ela faz parte do Magistério da Igreja, aplicada às questões sociais, políticas, econômicas e culturais. Ela é um “guia” para a reflexão da ação dos homens nessas áreas sob a luz do Evangelho.

Quando removemos todas as vendas dos nossos olhos, restam apenas “a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é a caridade” (1 Cor 13, 13). E assim a Igreja caminha, sem partido, mas como o Corpo de Cristo.

 

Joel Fernandes
Assessor de Comunicação da Diocese de Guanhães
Coordenador Diocesano da Pastoral da Comunicação

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial (DALL·E, OpenAI), a partir de prompt elaborado pelo autor.

 

REFERÊNCIAS

BÍBLIA. Bíblia Sagrada. Tradução da Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002.

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Edições Loyola, 1993.

ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. São Paulo: Boitempo, 2012.

JOÃO PAULO II, Papa. Carta encíclica Centesimus Annus: no centenário da Rerum Novarum. Vaticano, 1º maio 1991. Disponível em: https://www.vatican.va. Acesso em: 12/01/ 2026.

LEÃO XIII, Papa. Carta encíclica Rerum Novarum: sobre a condição dos operários. Vaticano, 15 maio 1891. Disponível em: https://www.vatican.va. Acesso em: 12/01/ 2026.

LEÃO XIV, Papa. Discurso sobre inteligência artificial e dignidade humana. Vaticano, 2025.

MARX, Karl. Crítica da filosofia do direito de Hegel – Introdução. São Paulo: Boitempo, 2013.

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Expressão Popular, 2008.

PIO XI, Papa. Carta encíclica Divini Redemptoris: sobre o comunismo ateu. Vaticano, 19 março 1937. Disponível em: https://www.vatican.va. Acesso em: 12/01/ 2026.

PIO XII, Papa. Decreto contra o comunismo. Vaticano, 1942.

Posts Similares